sábado, 17 de abril de 2010

Pai Ausente

As consequências de um pai ausente compromentem a vida da criança quando adulta, e refiro-me, em particular, ao caso em que a criança é uma menina. Gera-se um trauma.
Por pai ausente entenda-se que não se trata apenas da ausência física, mas da ausência de afecto, de carinho, de um pai que não corre para socorrer quando a filha se magoa, que não dá colo, que não dá um beijo de bom dia, nem um abraço de boa noite, que não valoriza as suas conquistas, nem dá uma palavra de consolo perante uma desilusão...
Os traumas adquiridos na infância são mais difíceis de serem solucionados, por permanecerem no plano subconsciente ou inconsciente. Na fase adulta, essa menina adaptará a sua conduta ou comportamento, acomodando-se com os traumas. Estes vão-se manifestar através da ansiedade, insegurança, stress, depressão, compulsividade, baixa auto-estima, fobias ou até mesmo à falta de vontade de viver, uma vez que se sentiu abandonada.
Em adulta, aquela menina que não foi acarinhada pelo pai, vai procurar substituir essa lacuna pela figura de outro homem. Torna-se totalmente dependente da presença e do amor de uma figura masculina - namorado ou marido - que, inconscientemente, está a substituir pelo vazio deixado pelo pai. Ela vai exigir desse homem todo o carinho que não teve do pai. Tornou-se uma mulher insegura - a eterna menina. Nunca estará satisfeita, porque homem nenhum vai conseguir preencher esse vazio.
Qualquer homem na sua vida lhe trará sofrimento. A vida afetiva fica comprometida porque a menina-mulher guarda um monte de entulhos (mágoas, feridas e decepções) oriundos do seu passado, pela figura do pai. Tudo está guardado, lá no subconsciente...

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