quarta-feira, 30 de junho de 2010

SENSÍVEL


"Ficar sensível. Só. É só isso que eu peço. Peço que fiques sensível, que sejas sensível, para que tudo o que é do céu flua pelo teu corpo, pelo teu ser da forma mais verdadeira.

Peço que fiques sensível, que aceites que és sensível, pois esse é o verdadeiro caminho por onde as pessoas têm de passar para encontrar o seu próprio e verdadeiro caminho.

É claro que é o caminho mais longo. E é claro que é o caminho mais puro. Aquele que ninguém pensou, que ninguém subtraiu, que ninguém racionalizou.

O caminho da sensibilidade extrema é o caminho dos anjos que descem à terra para fazer avançar as populações. E tu podes ser esse anjo. Simplesmente não te lembras."
in Mensagens de Luz, A.S.

sexta-feira, 25 de junho de 2010



Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are.
Up above the world so high
Like a diamond in the sky
Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are!









When the blazing sun is gone,
When he nothing shines upon,
Then you show your little light,
Twinkle, twinkle, all the night.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are!

Then the traveler in the dark
Thanks you for your tiny spark;
He could not see which way to go,
If you did not twinkle so.
Twinkle, twinkle, little star,
How I wonder what you are!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Rende-te à Luz

"Diz-lhe o quanto a amas, o quanto te identificas com ela, o quanto sabes que ela é especial. Estrela que ilumina a tua vida, barco que te leva a navegar para além do horizonte, que te leva para dimensões ancestrais para poderes resgatar pedaços de alma que estavam perdidos para sempre.

Faz a tua reverência, compreende o quanto a luz é magnânima e forte, o quanto é absoluta, o quanto é, em jeito de graça, a dona da tua energia. E segue-a. Segue-a até ao fim do mundo, se for preciso, para resgatar o que de mais puro há em ti, o que de mais original possas encontrar, para dar cor à tua vida. Para dar sabor à tua existência. Para lhe dar significado.

Rende-te à luz. Rende-te e percebe que não há outra forma de viver em comunhão. Não há outra forma de viver em evolução, senão esta. Faz a tua reverência. Faz o teu compromisso. E percebe que, a partir de agora, nunca mais poderás enganar-te, mentir-te, iludir-te. Nem que seja para fugir da dor. Nunca mais!"
in Mensagens de Luz, A.S.

Amizade

"Nós temos uma amizade genuína
quando ela é baseada num sentimento humano verdadeiro,
um sentimento de proximidade em que há
sentido de partilha e de conexão.
Eu chamaria esse tipo de amizade
genuína porque ela não é afectada
pela diminuição crescente da
riqueza individual, status ou poder.
O factor que sustenta essa amizade é
se as duas pessoas terão ou não
sentimentos mútuos de amor e carinho.
A amizade humana genuína
está na base do afecto humano,
independentemente da sua posição.
Portanto, quanto mais mostrares preocupação
sobre o bem-estar e direitos dos outros
mais serás um verdadeiro amigo.
Quanto mais permaneceres aberto e sincero,
mais benefícios terás por fim.
Se te esqueceres ou não te incomodares
com os outros, então, eventualmente,
irás perder o teu próprio benefício."
H.H. the XIVth Dalai Lama

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aprende a ser

"Quando retiramos da nossa vida o trabalho, a família, os amigos, os bens materiais, o que eu queria ser e não fui, e o que eu ainda quero ser e luto por isso… Quando retiramos todos estes focos da nossa vida, o que é que fica?

Se hoje deixasses de te preocupar em cuidar dos outros, sejam eles parentes, amigos ou superiores hierárquicos, para onde iria a tua consciência? Para onde iria a tua convicção? Se hoje não tivesses absolutamente nada que te preocupasse, nem dinheiro, nem metas ou objectivos, o que restaria?

Restaria a tua luz interior. Restaria a tua essência, a tua vibração profunda. Essa vibração do teu Eu seria mais forte ou mais fraca consoante as vezes em que te tivesses despojado de tudo e das vezes em que já tivesses lá ido. A força dessa vibração iria depender do número de coisas com as quais te dispersas e da quantidade de coisas que – às vezes sem importância nenhuma – arranjas para fazer.

Essa vibração está à tua espera para salvar a tua vida e levar-te ao teu propósito. Essa vibração tem de ser acarinhada, alimentada e instruída para que brilhe de forma sistemática e inequívoca, de modo a dar consistência a esta encarnação. Tudo o que possas fazer, que não seja dar luz à tua luz, não procede e não resulta.

Primeiro que tudo, primeiro que os outros, primeiro que tudo o que tens a fazer, primeiro até que a tua sobrevivência, está a tua luz. Estás tu. Depois tudo virá, de uma maneira abrangente e apaixonante, sob o signo da abundância. Aprende a fazer brilhar a tua luz. Aprende isso, e serás iniciado."
in Mensagens de Luz A.S.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Expõe-te

"Expõe-te. Expõe-te. Expõe-te.
Mostra ao que vens, põe o coração em cima da mesa, e fá-lo de alma aberta. Quem não entender, não entendeu. Mas não é por isso que vais deixar de ser quem és e de mostrar isso ao mundo.

O mundo só existe para que tu te exponhas sem teres medo de ser rejeitado. Sem teres medo de ser ridicularizado. Quantas coisas deixas de fazer com medo de te expores? Quantas experiências não viveste com medo de errar? O medo de errar faz com que a pessoa não se exponha. E quanto menos ela se expõe, mais se vai afundando num poço de conformismo e mesmice.

Vai chegar um dia em que, de tanto se esconder, dos outros e de si própria, acorda e já nem sabe quem é. Não sabe quem foi. E não tem ideia do que virá a ser. A vida é feita de experiências. Sempre que rejeitares alguma com medo de te expores, com medo de errares e seres julgado por isso, a cada vez que te demitires de ti próprio em nome da não exposição e, consequentemente, da tentativa de não ser julgado, estarás a retirar experiências à tua alma, e ao retirares experiências também retiras aprendizado e sabedoria.

Lembra-te sempre. O que está em causa não é o erro. A questão não é parares de errar. O mundo é dual e imperfeito, tu és dual e imperfeito e, por conseguinte, o mais provável é que continues a errar. Expondo-te ou não. O que está em causa é como reages ao erro, o que aprendes com ele e o quanto evoluis à conta de o teres cometido. É outra lógica, eu sei, mas é assim."
in Mensagens de Luz, A.S.

Tudo é Amor

"Tudo é Amor.
Com o Amor vem a compreensão.
Com a compreensão vem a paciência.
A realidade é o presente.
O conflito no passado ou no futuro causa dor e doença.
A paciência pode parar o tempo.
O amor dissipa o medo. Não podes sentir medo quando estás a sentir amor. Uma vez que tudo é energia e o amor contém todas as energias, tudo é amor.
Quando dás amor, sem medo, podes perdoar. Podes perdoar os outros e podes perdoar a ti mesmo.

Começas a sentir a perspectiva correcta.

Culpa e raiva são reflexos do mesmo medo. A culpa é uma raiva subtil dirigida para o centro do teu Ser. O perdão dissipa a culpa e a raiva. São emoções desnecessárias que provocam sofrimento.
O amor dissipa o medo. Não podes sentir medo quando estás a sentir amor. Uma vez que tudo é energia e o amor contém todas as energias, tudo é amor.
O orgulho pode ser um obstáculo no caminho do perdão. O resto - medo, culpa, raiva, orgulho. são inúteis. São manifestações do ego. O ego é um "eu" falso e transitório. Tu não és o teu corpo. Tu não és o teu cérebro. Tu não és o teu ego. Tu és maior que todos eles. Necessitas do teu corpo, do teu cérebro para sobreviver no mundo físico, mas apenas como meio de transporte, como processador de informação. O ego separa-te da sabedoria, alegria, determinação, confiança, do Divino em ti. Transcende o teu ego e encontra o teu verdadeiro "eu". O verdadeiro "eu" é a parte permanente, a mais profunda de ti mesmo; é sensato, pleno de amor, confiante, leve, livre, alegre, feliz."
in Mensagens de Luz, A.S.

A Partilha dos Sentimentos

"É difícil para a maioria das pessoas utilizar o sentimento individualmente. A maior parte das pessoas quer "dividir" o sentimento, quer "compartilhar", "explicar" o que sente...

E se eu te disser que o sentimento é para ser vivido sozinho? Que a solidão amplia e aprofunda o aprendizado do "eu" através do sentimento? Tudo o que tu "compartilhas", "divides" e "explicas" esvai-se, dissolve-se, compromete-se, pois a reacção do parceiro está sempre presente na história.

Todos falam em "felicidade a dois". Porque é que ninguém fala em "felicidade a um"? Porque ninguém pensa que deve ser feliz sozinho, ou triste sozinho, ou incomodado, ou carente sozinho?

Só a vivência pura, profunda e singular de uma emoção pode trazer ao de cima as mais sublimes revelações do "eu". Só ficando sozinho, sentindo sozinho, não tendo que compartilhar a emoção com ninguém, é que ela se exprime em toda a sua envolvência e maturidade, fazendo-nos crescer e sermos individuais."
in Mensagens de Luz, A.S.

Os OpOstOs

"A matéria é feita de opostos. Saúde/doença, riqueza/pobreza, bem/mal. Esses opostos deverão estar equilibrados, o homem vem à terra vicenciar os dois. Nem só um, nem só outro.

Cada vez que o ego do ser Humano escolhe um dos lados dos opostos, logo toda a força do universo se junta para lhe enviar o outro lado. Numa vida vivenciaste algo. Nesta vida irás viver o quê? O oposto. Para que a tua alma tenha as duas vivências. Quando, nesta vida, vives uma experiência, estás a fazer o quê? A receber o oposto de algo que a tua alma noutras vidas já viveu. Está agora a ser-te dado o oposto do que já viveste, para que sejam experienciados os dois opostos.

Quando, numa determinada altura, não aceitas uma experiência que o universo te propõe, cada vez irás atrair mais experiências semelhantes, cada vez mais fortes até que aceites, vivencies e estejas preparada para dar o assunto por encerrado."
in Mensagens de Luz, A.S.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Era uma vez um rio

"Era uma vez um rio - diz uma velha tradição oriental - que corria mansamente no seu cómodo leito de barro. As suas águas eram turvas e nelas viviam peixes da cor do chumbo que buscavam o seu alimento no lodo.
Como era muito pouco profundo, nenhum ser humano ainda se tinha lembrado de fazer uma ponte sobre ele, conformando-se apenas em colocar algumas pedras no seu leito que improvisavam caminhos humidificados pelas lentas águas. Os animais dos bosques vagueavam pelos lugares menos profundos, revolvendo as entranhas do rio com as suas patas. Para beber iam ao lago mais próximo, porque as águas do rio eram escuras e cheiravam mal.
Mas o deus Indra, que tudo vê, apiedou-se do Génio do rio, pois sem ser tolo, comportava-se como tal, entorpecido pela inércia e comodidade, já acostumado a que pisassem o seu corpo, que era húmido e hediondo como uma víbora morta. Com o passar do tempo, o rio conformou-se com os caminhos mais suaves e evitava os declives violentos. Era mudo, feio e as belas Ondinas e Fadas dos ribeiros não se aproximavam dele, nem sequer para fabricarem os seus espelhos mágicos nas noites de Lua Cheia.
Um dos Servidores de Indra secou a terra à frente dele e levantou-a de forma que o obrigou a desviar-se. Ao pricípio assustou-se - o velho rio começou a gemer - mas logo descobriu o prazer de saltar sobre as pedras e, com um rugido, abateu árvores e abriu caminho, saltando abismos e arremetendo contra enormes penhascos.
A sua água fez-se límpida ao filtrar-se através das areias e pedregulhos; o seu fundo voltou a ser de pedra e, às vezes, de metal, cujos veios brilhavam no seu leito como os ígneos látegos de Indra quando conduz os Maruts.
Do seu seio, outrora escuro e lôbrego, nasceu a espuma branca, pois esta não aparece se não houver luta, se não houver purificação.
Nele habitaram peixes coloridos que sobem o rio e as claras lagoas, que iam deixando nos seus flancos, recortadas em formidáveis rochas, foram o assombro dos Elementais das águas!
Com o titilante reflexo das estrelas, as Ninfas fizeram os seus pentes mágicos e extraíram dos profundos remansos os espelhos encantados.
Os humanos já não o pisaram, mas elevaram arcos de triunfo sobre ele, a que chamaram pontes. Os animais cruzavam-se nadando, e logo comentavam, limpos e brilhantes, a força do rio. Por fim, quando chegava a sua Mãe Ganga, era recebido com ovações pelas outras águas que a ele se abraçavam gritando de alegria.
E, vendo tudo isto e outras coisas mais que não vos conto, Indra pensou em muitos seres humanos que não aproveitam as suas oportunidades e continuam a ser rios lentos e barrentos, carentes de valor e glória. Então, duas lágrimas correm pelo seu rosto candente, e assim aparecem as nuvens, e tudo na natureza se torna cinzento, lamentando a estupidez humana."

Viver no passado...

"Quando uma pessoa vive no passado, toda a sua energia vibra com uma frequência do passado.
Se sentiste ódio no passado, se sentiste revolta, se sentiste culpa, qualquer um dos instintos básicos do passado, essas emoções serão canalizadas para o presente. Vão invadir a tua vida, pois o portal do tempo é aberto e as dimensões temporais intercruzam-se. Interagem. Intervivem.
Serás assaltado por emoções adversas no presente, por insistires em viver com a consciência, com o foco no passado.
As emoções antigas passam a dominar o presente, a tua vida e a tua energia. Passa a "viver de memórias", e ficas uma pessoa triste, sem energia, pois a energia só se atrai quando se resolvem as coisas.
No presente, até podes revisitar memórias antigas, mas com a consciência de hoje. Vais ao passado, mas levas do presente uma consciência ampla, limpa e esclarecida. Naturalmente que as emoções bloqueadas secularmente, à força de receberem a consciência do presente, se desfazem em mil cacos de luz."
in Mensagens de Luz, A.S.