Osho afirma que não é amor o sentimento que se nutre pela mesma pessoa por quem se sente ciúmes, que se está meramente a encobrir o envolvimento sexual com o que poderia ser amor. "Quando se ama uma pessoa, o próprio amor é garantia e segurança suficiente" e que quando "se está apegado a uma mulher ou a um homem sexualmente, fica-se sempre com medo de que essa pessoa possa ir embora com outra".
Ia contestar o aspecto pouco abrangente dos exemplos, mas quando terminei a leitura, desisti. Senti-me derrotada.
Ia contestar o aspecto pouco abrangente dos exemplos, mas quando terminei a leitura, desisti. Senti-me derrotada.
"O ciúme tenta obrigar você a fazer todo o esforço para que a confiança seja mantida. Mas a confiança não é algo para ser mantido. Ela existe ou não existe. E eu digo que nada pode ser feito a esse respeito. Se existe, você pode ir adiante; se não existe, é melhor separar-se da outra pessoa. Não lute, pois estará perdendo o seu tempo, a sua vida. Se você ama alguém, e há um encontro profundo dos dois seres, isso é bom e belo. Mas se esse encontro não está acontecendo, separem- se. E não crie nenhum conflito ou luta por causa disso, pois nada será conseguido através de luta, e seu tempo será perdido, e sua capacidade de amar prejudicada. Você poderá repetir tudo de novo com outra pessoa. Se não há confiança, separem-se. E quanto mais cedo, melhor. Para que você não se destrua, não se prejudique. E sua capacidade de amar permaneça viva e fresca, e você possa amar outra pessoa."
Porque me considero ciumenta (e não interessam as justificações que possa arranjar por assim ser) qualquer crítica a tal angustiante sentimento, fere-me. Já li que isso é um sentimento desencadeado pelas normas sociais do ocidente, que as esposas dos polígamos muçulmanos não sentem ciúmes entre si (na verdade, presente ou não, isso não pode sequer ser discutido). Por sua vez, Osho afirma que o ciúme é comum entre o homem e a mulher na Índia, em que os casamentos são "arranjados"... As explicações e as teorias são sempre interessantes, mas quando o assunto nos toca preferimos ignorar qualquer explicação lógica, uma vez que não é pela razão que se explica qualquer sentimento.
Twinkle
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